
Multiplataforma é a tendência das desenvolvedoras?
Para os donos de Playstation, uma boa notícia: de acordo com o Gamasutra, o aclamado Mass Effect 2 irá encontrar uma nova jornada no Playstation 3 em Janeiro de 2011.
Este lançamento foi divulgado pela EA nesta segunda-feita na Gamescom. O que é bem interessante neste caso é a quebra de exclusividade com a Microsoft, já que este mesmo jogo e seu antecessor foram lançados apenas para PC e Xbox 360.
A versão para PS3 contará com conteúdo adicional não presente nas versões para Xbox 360 e PC, mas não se sabe se será exclusivo desta versão.
O que também ainda não foi revelado é como este conteúdo será implementado na versão do PS3, uma vez que o primeiro jogo não foi lançado para esta plataforma.
Mas o mais interessante é que a Microsoft perdeu a sua exclusividade com a franquia, o que na minha opinião é algo ao menos intrigante, afinal, o jogo será mais acessível a um número maior de jogadores, representando uma visibilidade maior do produto e da empresa (ou seja, + $$$ no caixa).
Perder uma exclusividade não é fácil para o console. Diversos jogadores escolhem a compra de seu vídeo-game baseado em seu perfil de jogador e nos títulos disponíveis.
Sendo o Mass Effect 2 um dos maiores lançamentos deste ano, aclamadíssimo por diversas mídias especializadas e sucesso de vendas, esta perda joga mais lenha na fogueira na briga dos consoles e apresenta uma nova tendência das desenvolvedoras, já que muitas estão adotando uma linha multiplataforma para seus projetos.
Lembrando que outro grande hit de vendas que teve sua exclusividade quebrada foi Devil May Cry, que nos dois primeiros jogos da franquia eram exclusividade do PS2 e a partir de seu terceiro título teve seu universo expandido para outras plataformas. Na época, a Capcom anunciou que esta mudança para a franquia iria se beneficiar dos pontos fortes de cada plataforma, sendo uma ação executada para aumentar os lucros.
Temos muitos prós e contras envolvendo a exclusividade de títulos e franquias. Acredito que jogos exclusivos fazem bem para os desenvolvedores e jogadores, afinal, como citado anteriormente, em uma época em que os consoles possuem capacidades similares de processamento, o que é o grande “TCHAN-NAM” de cada marca são seus jogos exclusivos.
Contudo, temos também que considerar o custo de produção para cada console, já que um jogo multiplataforma requer maiores recursos para ser produzido. Será que realmente vale a pena?
Será que se não existissem mais jogos exclusivos, teríamos um aumento de jogos replicados e assim uma homogeneização do mercado, resultando em uma falta de diversidade em títulos e criatividade? Aparentemente, já temos sinais disso acontecendo, não é mesmo?
cateogories: Mercado, Produção, Programação

Gilliard Lopes
August 18, 2010 at 11:21
Legal o post, Yuri. Pelo que entendo, multi-plataforma sempre vai ser a opção preferencial de qualquer publisher, pelo simples motivo que, geralmente, o custo adicional de desenvolver para mais uma plataforma vale a pena pela quantidade maior de potenciais compradores do game. As empresas donas das plataformas (no caso Sony e MS que são concorrentes mais diretos) têm comprado vários estúdios de sucesso pra torná-los exclusivos, pois convencer developers externos a fazer isso requer um grande esforço, especialmente financeiro.
É bom lembrar também que Mass Effect 1 foi publicado pela Microsoft, e por isso foi exclusivo do XBox 360 e Windows. Mas nesse meio tempo a Bioware foi comprada pela Electronic Arts, que publicou Mass Effect 2, e com certeza a EA teve que esperar algum tipo de contrato de exclusividade entre MS e Bioware expirar para poder lançar o game para PS3 também.