
E-Games 2010
Nesta segunda, dia 22/11, o Double Jump participou do julgamento da final do E-Games 2010, campeonato de desenvolvimento de jogos criado pelo Senac.
Foram 38 jogos enviados, e 5 na final. Junto com mais quatro jurados, decidimos quem era o detentor do prêmio de melhor jogo deste ano.
Quando me convidaram a julgar do E-Games, imaginei duas coisas: que seria fácil, e que seria chato. Por que? Não botei nenhum fé que, no tempo do campeonato, alguém fizesse algum jogo competente. Esse foi meu primeiro erro: assumir que bons jogos indies não estavam sendo desenvolvidos anteriormente ao E-Games. E achei que, provavelmente, um ou outro iriam se destacar demais, sendo fácil julgar.
Sabem como eu sai do julgamento de segunda? Surpreso. E com bastante esperança no futuro.
Vocês sabem como a gente voltou da SBGames, e sabem o que achamos dos jogos de lá (e vão saber mais, em breve). Se, na SBGames, que, teoricamente, é a maior “congregação” de desenvolvedores, foi pouco bom no Festival de Jogos Independentes, como o E-Games poderia ser melhor? Claro, o E-Games tinha prêmios fortes, mas duvido que alguém realmente entrou para “ganhar”.
Dos cinco jogos apresentados no E-Games, apenas um era “amador” e ruim. Os outros tinham toques geniais, seja de game design, arte, tecnologia e, pasmem, noção mercadológica.
O ganhador, Talbot’s Oddysey da Miniboss, é o melhor exemplo de desenvolvimento indie que já vi no Brasil. Três pessoas, nenhum programador. Muito tempo gasto entendendo a ferramenta, um polimento absurdo e um jogo extremamente competente. Muitos detalhes que passam desapercebidos por praticamente todos desenvolvedores brasileiros, eles implementaram, e ficou muito bom.
O segundo lugar, Penumbra, era um belo exemplo de tecnologia. A ideia por trás começou para provar um ponto tecnológico, e tornou-se um jogo meio “arcade”, muito competente. Eu realmente me imaginei me divertindo com esse jogo.
O terceiro lugar, Esfera Mestre, foi um exemplo grande de noção mercadológica. Seu criador fez um editor de level, para facilitar a produção, e criou muitas coisas com um polimento bom. É uma idéia simples, mas que eu acho que daria certo ao vender.
O quarto lugar, Neander Tosk, foi um grande exemplo de amor e dedicação. O jogo me surpreendeu de várias maneiras, e tenho certeza de que, se eles tivessem mais tempo e pessoas, o jogo ficaria MUITO bom.
Claro que todos esses jogos ainda estão em criação, e faltam algumas coisas. Mas o E-Games me provou que tem muita gente competente fazendo a coisa certa.
Só fiquei injuriado por um ponto: por que não os conheci antes?
cateogories: Desenvolvimento, Indie

sandro
November 25, 2010 at 14:46
que bom ouvir isso, não me sinto mais tão sozinho no mundo querendo ser indie no brasil =DDD.
“Muitos detalhes que passam desapercebidos por praticamente todos desenvolvedores brasileiros, eles implementaram, e ficou muito bom.”
muito animadora esta frase. o/
congratz miniboss
Leandro Viana
November 25, 2010 at 16:18
O Talbot representou mesmo. O som é profissional, arte excelente e a idéia foi muito bem desenvolvida, somente com o que o Construct oferece. Na minha opinião eles também mereceram por terem a idéia bem definida, o jogo tem um começo, meio e fim e demonstra muito bem o que eles queriam passar com ele.
Gilliard Lopes
November 25, 2010 at 19:21
Muito legal, Martin, fico feliz em saber que o evento teve games indie brasileiros de qualidade. Existe algum site onde podemos baixar os games?
Glauber
November 26, 2010 at 00:07
Esfera Mestre: http://rodrigopegorari.net/blog/?p=84)
Neander Tosk: http://fioristudio.net23.net/pt/pt.html
Penumbra e o Castelo das Sombras: http://www.asantee.net/
Talbot’s Odissey: http://studiominiboss.blogspot.com/ (eu tenho um link pro demo, mas não sei se posso passar
Só o Oniro que não encontramos nada sobre.
Amora
November 8, 2011 at 22:15
Gente! Eu NUNCA tinha visto isso! Achamos esse post só hoje, um ano depois, sem querer!
Obrigada mesmo! :’D Vocês são demais!
Um beijão!