
Double Jumpers #34: Desmistificando – Roteiro não é tudo isso
Para atender os pedidos das pessoas que não puderam comparecer em nenhum das edições da nossa palestra “Desmistificando o desenvolvimento de jogos no Brasil”, que já passou pela PUC, Senac e Campus party, disponibilizaremos o conteúdo total dessa palestra, mas de uma forma diferente: quebraremos a palestra em grupos de assunto e discutiremos cada um isoladamente, trazendo mais conteúdo e discussão – ao invés de só falarmos e vocês só ouvirem.
… E o tão esperado tema, que sempre cutucamos em posts e espalhado em outros podcasts, quiçá ponto alto de nossa palestra – pois incrivelmente é um dos mitos mais alimentado da indústria, e, pior, não só por iniciantes mas como alguns experientes na área. Hoje falamos como o roteiro de um jogo, junto com o que você chama de “idéia de jogo”, não é tão importante assim de se fazer e de se aprender e porque você deve focar em coisas mais importantes.
Ps.: Um terceiro DoubleJumper, programador, entra para a patota do podcast! O bom e velho Gilliard Lopes!
Tema: Desmistificando – Roteiro não é tudo isso
Tempo: 72 minutos
Double Jumpers #34- Profissão Desenvolvedor – (Qualidade Alta) – 66mb
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cateogories: DoubleJumpers

Cauê
August 1, 2011 at 15:53
Concordo totalmente.
Carreira de roteirista de games é furada. Talvez seja possível emplacar de alguma forma como redator pau-pra-toda-obra, mas como isso não pode ir escrito na carteira de trabalho é melhor que você tenha algum outro talento na manga.
Você pode até ser o cara do texto do manual, do conteúdo do site oficial, do blog, de uma campanha online, do Twitter da empresa, de uma documentação, de um projeto pra patrocínio, de um release, até mesmo o cara que vai criar a mitologia por trás de um projeto (sonho meu…). Enfim, você fica na periferia da produção, tentando não entrar no caminho de ninguém e não atrapalhar a produção séria. E se bobear sobra umas duas linhas de diálogo pra você escrever, uma cutscene pra você roteirizar… Enfim, você vira “o cara do texto” e acaba fazendo de tudo. Enfim, um mito.
Eu mesmo caí nessa balela no final da faculdade e me “especializei” em texto após uma estranha vontade se ser acadêmico na área. Salvo um ou outro caso específico de trampos temporários e freelas com games, acabei seguindo um caminho mais orgânico de produção de conteúdo, mídias sociais e afins. Hoje o máximo de indústria de games que eu faço é ouvir o podcast de um pessoal que eu conheço. :)
Amigos aspirantes a roteiristas: desistam, virem programadores e fiquem ricos.
Artemis
August 1, 2011 at 16:32
E ae caue :)! Valew pelo comentário.
O cauê é exatamente o exemplo do cara q fez tudo certo pra entrar na indústria como um roteirista top e bateu exatamente nessas dificuldades.
Essa é uma profissão bastante ingrata e nunca é demais ficar o aviso pra quem quiser se aventurar com esse mesmo foco.
Spacetug
August 4, 2011 at 22:04
salary survey da GDM
http://gamedeveloper.texterity.com/gamedeveloper/fall2011cg#pg27
Luiz Alvarez
August 8, 2011 at 20:26
Só quero dizer que eu vi várias vezes “roteiro” sendo usada de maneira errada. Já vi gente chamando GDD de roteiro, mesmo essa pessoa sabendo que nesse “roteiro” tem a mecânica do jogo, o fluxo de telas, os personagens, cenários, etc. Não sei se isso acontece em outros lugares, por causa da falta de padronização na nossa área, ou se era uma característica dessas pessoas.
Se for só isso não tem muito problema – é só por na cabeça que GDD = roteiro que dá para conversar com a pessoa. O ruim é quando fala roteiro pensando em produção de vídeo. Quando eu trabalhava com advergames era comum a agência pedir coisas como roteiro e story board para um jogo, pois eles não tinham experiência com produção de jogos (e as vezes nem gostavam de jogos) e era assim que eles trabalhavam com as outras produtoras. Aí alguém tinha que explicar para eles que o buraco era mais embaixo (ainda mais tendo que dizer que o cliente está errado).
Artemis
August 9, 2011 at 13:57
@Luiz Alvarez
Acho que é exatamente esse o ponto. As pessoas que querem ser “roteiristas” não sabem nem o que é ser isso. A falta de informação e formação faz com que essa dúvida aparece com muita frequência no nosso mercado. O jeito agora é mostrar pra todo mundo esse podcast e ver se a gente consegue divulgar a inforção correta :D!