
Double Jumpers #27: Temas adultos
Assunto mais polêmico, impossível! Temas adultos em jogos são vistos com olhos tortos desde que se entende por jogos eletrônicos. Cenas fortes e experiências marcantes em produtos de uma mídia que a sociedade insiste em achar que é voltada às crianças. Os DoubleJumpers discutem esse impacto social e divagam sobre as decisões em se fazer jogos com conteúdo adulto.
Tema: Temas adultos
Tempo: 95 minutos
Double Jumpers #27 – Temas adultos – (Qualidade Alta) – 91mb
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cateogories: DoubleJumpers

Henrique Vilela
April 25, 2011 at 14:27
Mamilos.
Diogo
April 25, 2011 at 18:05
Só queria comentar sobre o failjump do Streets Of Rage:
Claro que eu também penso que foi uma sacanagem tirarem do ar e tal, mas eu devo dizer que eu entendo. Porque uma vez que esse pessoal ganhe notoriedade com esse remake, mesmo que esse no caso seja distribuido grátis, se eles fizerem um jogo comercial que venda bem, eles estarão fazendo uso da “fama” ganhada por causa do jogo da Sega, e portanto vão estar meio que ganhando as custas da Sega. Daí pra não criar precedente nem nada, a Sega corta pela raiz mesma.
Gilliard Lopes
April 25, 2011 at 19:13
Infiéis! Como o Martin OUSA esquecer a obra e a linha filosófica que inspiraram Bioshock? Foi o objetivismo, da Ayn Rand, autora the Atlas Shrugged, que inclusive virou filme recentemente.
Henrique
April 26, 2011 at 02:15
Não aconteceu o mesmo com aquele remake de Chrono Trigger? Se não me engano chamava Dream Raiders ou Dream Riders. E tem também o remake de Half-life 1, o Black Mesa Source, mas a Valve é tão legal que acho que não vão fazer nada contra eles
Gilliard Lopes
April 26, 2011 at 03:34
Finalmente terminei de ouvir o podcast. Fiquei feliz ao ver que o tema desse episódio seria tão mais profundo e fundamental, parabéns! Precisamos de mais DoubleJumpers assim.
Ficou legal a análise dos jogos em si, mas achei que poderiam ter se concentrado muito mais na discussão sobre a aceitação do mercado com relação aos temas adultos em games, e os problemas que isso traz aos desenvolvedores e publicadores. Esse assunto foi falado um pouco mais para o final, e o Artemis colocou alguns questionamentos bem importantes sobre o impacto que uma suposta mudança nas restrições de venda poderia causar, mas senti que ficou faltando ir mais a fundo nisso.
Vocês acertam em cheio ao falar bastante sobre o direito (e na verdade o dever!) que os games têm de utilizar temas adultos como subject matter, ou seja, como FIM da obra; mas achei que essa discussão se confundiu um pouco com a utilização desses temas como MEIO. Ou seja, não ficou claro pra mim qual a opinião de vocês sobre os games terem ou não liberdade pra utilizar qualquer linguagem, adulta ou não, pra passar a sua mensagem, seja ela qual for. Por exemplo, em alguns trechos parece que vocês seriam contra jogos que usam violência ou sexo de forma “gratuita” (é como vocês se expressaram) quando o fim do game não é necessariamente provocar reflexões ou emoções adultas. Mas não seria esse o caso de jogos como God of War e Dante’s Inferno? Qual a real opinião dos DJers a esse respeito?
Em alguns momentos senti que vocês discordam um pouco ou têm reservas especialmente com relação à violência. Estou enxergando demais ou tem algo aí pra ser discutido mais a fundo?
Aguardo resposta e acho que esse foi um dos melhores episódios até aqui, com relação a abrir espaço pra discussões importantes sobre o papel da nossa indústria. Parabéns!
Luiz Alvarez
April 26, 2011 at 11:42
Acho que esse tema é muito importante. Ele acabou sendo tão extenso que acho que daria pra fazer um episódio de cada um dos “subtemas” (jogos e violência, jogos e sexualidade, etc).
Uma coisa que me incomoda é que se a mídia em geral ainda vê jogos como coisa de criança, tem muita gente na indústria que vê como coisa de adolescentes. É só ver a campanha de marketing que EA fez pro Dead Space 2, um jogo classificado como Mature. Depois de mostrar vídeos de mães chocadas ao ver imagens imagens do jogo o locutor diz: “tem tudo o que você adora, e sua mãe vai odiar”. Sério, alguém com mais de 17 anos vai ser convencido por esse tipo de argumento? (mais em http://www.escapistmagazine.com/videos/view/extra-credits/2794-An-Open-Letter-to-EA-Marketing). Ou então ver como é feito o charecter design da maioria dos personagens femininos.
Gilliard, você não acha que pelo menos o primeiro God of War se salva e tenta fazer o jogador refletir no final?
Martin
April 26, 2011 at 13:44
@Gilliard
Cara, esqueci mesmo! Eu cheguei a estudar um pouco o contexto filosófico quando o Bioshock saiu, mas depois eu esqueci tudo =( Valeu por lembrar!
E, sobre o seu segundo comentário… Eu preciso pensar na sua pergunta principal. Acho que eu ainda não parei pra pensar direito. Vou refletir sobre isso e posto hoje a noite/amanhã.
Valeu pelos comentários =D
Glauber
April 26, 2011 at 14:15
@Gilliard
Se não ficou claro, digo agora: eu realmente não ligo pra violência e/ou sexualidade gratuita nos jogos. Cada jogo com seu público-alvo, seja ele de adultos mais despojados, ou mais cultos. Eu particularmente gosto mais de jogos adultos mais profundos, mas não vou negar que me divirto pra caramba realizando Fatalities no MK.
Agora, enquanto jogos gratuitos são divertidos, jogos mais cultos e profundos podem e devem exercer o papel de quebra de paradigmas, sendo assim valorizo-os muito mais.
Gilliard Lopes
April 26, 2011 at 23:05
@Glauber A tua opinião foi a que pareceu mais clara durante o episódio mesmo (e é bem parecida com a minha). Fico aguardando então as respostas do Artemis e do Martin.
@Luiz Porra, ainda bem que não sou o único que achou as propagandas do Dead Space 2 ridículas… Valeu pelo link, ainda não tinha visto.
Sobre o God of War, as palavras que você usou na verdade reforçam o meu argumento: é preciso mesmo que um game como esse “se salve”? Do quê? Do tal uso “gratuito” da violência e do sexo? Esses são os pontos que quero ver exercitados aqui.
Mas respondendo a sua pergunta: não acho que os 10 minutos finais do GoW justifiquem as outras 15 horas de apelação. Isto é, supondo que o jogador não ache legal o uso de violência e sexo no jogo, não acredito que esse final seja suficiente pra mudar a opinião dele. O que não quer dizer que eu concorde com ele, na verdade tenho uma opiniao bem oposta e parecida com a do Glauber. Não só acredito que seja OK o uso dos temas adultos como meio, acho que é um DIREITO dos games que deve ser preservado. E que se utilizem os ESRBs da vida para informar o consumidor, como tem que ser.
Informação, sim; restrição de venda, somente em casos extremos como o rating “Adults Only” da ESRB; censura, NÃO.
Artemis
April 28, 2011 at 11:04
Acho que vocês ja resumiram bem o que da pra ser falado sobre o tema. Minha opinião é que nenhuma midia deve ser censurada. Todos tem o direito de jogar um jogo ou não. É escolha da pessoa acessar aquele conteúdo. Querendo ou não os jogos adultos são os unicos que podem tratar de temas assim como eles são na vida real e portanto são mais embutidos de críticas e fatos que você consegue relacionar. Isso não quer dizer que todos tem que jogar a qualquer idade. Tem sim que existir as restrições de vendas e isso tem sim que ser controlado pra que crianças não possam acessar facilmente, assim como não podem entrar num sex shop e comprar um filme pornô, ou comprar uma arma.
Acho que isso resume bem o que eu penso :)
Martin
April 28, 2011 at 12:15
@Gilliard,
Dei uma pensada boa na sua pergunta.
Eu sou contra os jogos usarem os temas adultos (principalmente violência e sexo) como meios, se não forem congruentes com o universo/temática do jogo em si. Por exemplo, Rumble Roses ganha graça com o erotismo, mas é totalmente desnecessário. Já Bayonetta, o exagero, os cortes de câmeras e as cutscenes tem tudo a ver. É um erotismo não gratuito, do meu ver.
God of War e Dante’s inferno não utilizam a violência de forma gratuita. Elas fazem parte tanto do universo quanto de seus personagens. (Kratos era um general, todo dante se passa no inferno…).
Agora, nenhum desses jogos que eu citei se preocupam em passar emoções ou mensagens de cunho adulto. Totalmente OK isso, mas, por usar uma temática, eles precisam ser controlados (como o Artemis disse).
Pra mim, tanto está OK os seios de fora no God of War quanto as cenas de preliminares do Mass Effect. Os dois são adultos, os dois tratam o corpo da forma que deveria ser tratado. Mas, no segundo, há um sentimento no ar, uma mística, que dá um tom bem mais maduro.
sandro
April 28, 2011 at 14:31
Esse é um tema que merece mais posts. =D
O pensamento de jogos para crianças não sei se é comum no exterior ou só em países onde o mercado de jogos estagnou naquela epoca, no Brasil acabou ficando o legado da tectoy e daquela época de propagandas para o publico infantil na televisão. Quando os jogos começaram a ficar mais obviamente adultos na era do ps one por quesitos gráficos mesmo coincidiu com a época de crise que levou a TODAS as grandes empresas de consoles a sairem do brasil.
Um passo estratégico patético já que as mesmas tentam até hoje penetrar este mercado que jogaram fora e esta ferida ainda não fechou. Minha humilde opinião é que se a sega, sony e nintendo tivessem segurado o rojão naquela época de crises internacionais a historia poderia ser totalmente diferente no brasil e propaganda de jogos na tv seria algo mais comum, a massa poderia ter acompanhado a evolução por causa do posicionamento da sony que era mais adulto aquela época, e claro, o brasil poderia ser um dos mercados mais lucrativos do mundo. Espero não ter viajado muito, é que muita coisa acontece em 15 anos, e se elas tivessem sido corajosas lá em 1999 estariam colhendo muito atualmente e nós também =\.
Glauber
April 28, 2011 at 18:10
É sério esse esquema das empresas saírem do Brasil por causa da censura? Será que é por isso que só tínhamos comerciais da Nintendo rolando nas TVs daqui?
Gustavo Cordeiro
May 5, 2011 at 02:34
opa, boa madrugada!
nao sou tão filosófico para analisar a violência/sexo no jogo. Simplesmente foi a mensagem passada pelos produtores. Muitas vezes se abusa do estereótipo, para deixar claro a intenção do personagem.
Isso não é tema “adulto”, pois jovens vivem isso. peguemos como exemplo o tal do livro Crepúsculo. podemos sintetizar a história no ploat abaixo.
“Uma jovem sai de seu cotidiano, se apaixona pelo maior inimigo da raça humana”
traduzindo um pouco temos,
“uma garota passando pelas transformações da puberdade, descobrindo a sexualidade, se envolvendo com personagens místicos que ilustram o estereótipos da juventude”.
Sinceramente, eu até poderia gostar se fosse contado da segunda maneira…. mas nao foi contado, pois ela visava pegar um publico especifico.
falei tudo isso para dizer que, na minha opinião, nao existe tema adulto, mas sim temas que nao devem ser usados por “crianças”. ou melhor,,entendimentos, afinal a historia do vampiro neon é inteira sobre sexo, tribos urbanas e a juventude moderna. só esta disfarçada, um dia alguém se toca que esta ali, ou pior, sofre uma lavagem cerebral.
acho que mesmo quando a violência/sexo é gratuita, ela tem um sentido. E para mim é muito valido. Ele vende! esta no DNA humana, na nossa sociedade paternalista. violência e sexo.
Sobre jogos com essa temática, mais desenvolvida, posso citar o Fatal Frame. Nunca um jogo mexeu com meu sentimentos como este mexeu … ou sim, podemos dizer do Ico que nos passa uma história emocionante. Todo homem quer uma “princesa” para defender.
Digo isso para os ambos, pois as personagens não são mega gostosas, mas deixam claro a mensagem: Somos garotas indefesas, e sem voces não podemos vencer esse obstáculo.
Glauber
May 5, 2011 at 19:16
O que é um adolescente, senão um projeto de adulto, Gustavo? :)
Até em Harry Potter podemos analisar tais mensagens subliminares/intrínsecas. Porque é agora que o jovem começa a jornada para o amadurecimento, físico e psicológico (esse último, nem todos haha). Entende? Há uma diferença entre deixar o sexo nas entrelinhas e explícito (mas não gratuito).
Gustavo Cordeiro
May 5, 2011 at 22:00
Pois bem, projeto não é o produto final… né?! rs
E se analisar assim, então o que fica na entre linha perde o caráter “maduro”?!
É isso que define o temas adultos dos juvenis?
Penso que se qualquer tema pode ser maduro, desde que bem explorado, estando ou não nas entre linhas. Afinal o melhor da história é aquela que se passa por trás da historia.
A simplicidade é apenas para aumentar o publico.
Penso assim, pois, caso contrario, todo a pesquisa seria em vão. Concorda?
O Shandow of the Colosso, jovens jogam pela jogabilidade, os mais maduros o apreciam pelo enredo (mais a jogabilidade).
————
Até super Mario é violento… minha priminha não gosta de matar as tartaruguinhas… kkk
Helô
May 7, 2011 at 02:25
Meu, muito bom, muito bom mesmo, eu demorei (pra variar) três mil anos pra terminar de ouvir, mas espero q o comentário chegue a tempo.
Primeiro, sério, é mto bom ouvir um podcast tão maduro sobre jogos, as considerações finais de vcs foram perfeitas, os jogos tem essa potencialidade de tocar as pessoas e transmitir mensagens e a falta disso faz com que a industria fique sub-valorizada, não dá pra exigir q jogos sejam levados a sério, tratados como arte, se os desenvolvedores não chamam a responsabilidade de fazer algo que seja impactante de fato na vida das pessoas.
A definição de jogos adultos d vcs foi mto boa tb, acho que da pra acrescentar que jogos adultos chamam a consciencia do jogador, como em Shadow of the Colossus (pra mim esse é o melhor exemplo), q vc realmente sente o peso daquilo q vc fez, é uma coisa com a qual uma criança nao consegue lidar e muitas vezes nem entender.
Nesse sentido, eu nao sei se GTA merecia uma atençao tao especial d estar junto com Heavy Rain, pra mim, Red Dead é um jogo bem mais adulto, ele tem a mesma estrutura d GTA mas o personagem tem todo o peso do passado dele e a coisa de ter uma família e ser fiel a ela etc, sei la, faz tempo q eu nao jogo GTA, as vezes o GTA 4 mudou td e eu nao fiquei sabendo, mas deu pra entender, ne?
Vcs comentaram Silent Hill, mas eu queria chamar atençao especial pra SH2, ele tem a coisa tensa típica da série, mas é um jogo sobre relacionamentos, sobre mentir pra si mesmo e sobre culpa, eu nao consigo imaginar uma criança entendendo SH2, todo o simbolismo dos monstros e cenas de estupro e violencia e os diálogos das pessoas completamente insanas q estao perambulando pela cidade, sei la, pra mim é uma experiencia única, consegue fazer vc pensar sobre muita coisa.
O negócio de violência, vou falar, é a porra do Carmageddon, serio, eu nunca joguei esse jogo, nunca vi ninguem falando bem do gameplay, do acabamento, de nada, só gente falando sobre “como é chocante, vc ganha pontos por matar velhinhas” eu fico me perguntando pq raios um jogos desses tem q existir, a sensaçao q eu tenho é q ele fez a gente voltar um milhao de anos na evoluçao da imagem dos videogames com o mundo e ate hoje vc ve neguinho falando de jogo q vc ganha ponto por matar crianças e velhinhos e serio, acho q só Carmageddon fez isso, é irritante. Tem mto jogo q explora violencia gratuitamente, eu nao sou a favor, acho que é uma soluçao pobre, mas Carmageddon ultrapassou os limites e deu todos os argumentos pra esse pessoal radical q qr banir videogames do mundo.
E a última coisa, eu me sinto na obrigação de defender Alone in the Dark, assim, eu sei q hoje em dia a gente olha os videos e parece mto tosco e com um grau de imersão ridiculo, mas quem jogou na epoca se cagou muito, sério, eu nao dormia de medo, parecia tao real, tao bem feito, e vc morria o tempo todo, com qq erro, era mto tenso, depois qdo eu fui procurar eu fiquei mo chateada tipo “po, nao acredito q eu tinha medo disso”, entao eu entendo qdo vcs falam q nao da mto medo, mas na epoca dava, eu nao sei como, dava mto medo, p. isso q ele acabou sendo um jogo tao influente, se ate hj jogos d terror tem elementos d adventure, é p. causa de Alone in the Dark.
É isso ai, desculpa o comentario mto gde, parabens pelo podcast, seria bom se mais pessoas fizessem um trabalho bom assim =)
Helô
May 7, 2011 at 02:26
Cara, eu acho q qdo eu faço comentarios desse tamanho, eu só to pedindo q td mundo tenha preguiça de ler =(
Felipe Augusto "felipowsky"
May 8, 2011 at 20:36
@Helô Eu li. Concordei e discordei em algumas partes. ;)
Eu joguei o Carmaggedon 2. Realmente a violência é gratuita. Mas isso não me incomoda, nem incomodou na época. Até porque o objetivo não era atropelar as pessoas, mas, sim, destruir os outros carros, seguindo a linha de Twisted Metal e Vigilant 8. Pode ser um exagero os atropelamentos aumentarem os pontos, mas eu acho que o jogo te coloca no papel de um maníaco no volante, o que “justificaria” esse tipo de ação DENTRO DO JOGO. E isso pra mim não despertou nenhum sentimento de querer agir da mesma forma, pelo contrário, reforçou meu desprezo pelas pessoas que cometem irregularidades no trânsito.
Acho que o maior vilão é a desinformação e a falta de comunicação. Não acho que os culpados nesses casos de massacres sejam os jogos. Acho que os pais, educadores, colegas de sala, em geral, a sociedade, não souberam lidar e direcionar essas pessoas.
Concordo que esse tipo de jogo só aumenta ainda mais a polêmica da influência dos jogos. Mas se fosse por isso, filmes como Jogos Mortais (fora o primeiro que tem o maior foco na história, os demais apelam completamente para as “mortes nojentas gratuitas”), Laranja Mecânica, Kill Bill, etc. também são “criadores de maus-elementos” da sociedade se fôssemos levar em conta o pensamento da imprensa em geral.
É muito mais fácil atribuir a culpa aos jogos ou aos desenvolvedores do que buscar a responsabilidade para si mesmo e se dar conta que a culpa é nossa.
Helô
May 8, 2011 at 21:33
@Felipe
Brigada p. ter lido, e respondido, desculpa se eu dei a entender isso, mas não acho que Carmageddon faça pessoas atropelarem gente na rua ou metralharem td mundo em uma escola, o que eu acho que é o problema é que o jogo serve de argumento para posturas radicais em relaçao aos viodegames. É obvio que nenhum jogo ou filme é capaz de fazer uma pessoa agir desse jeito, mas para uma pessoa que quer culpar os jogos, dar pontos para morte de crianças e idosos é um prato cheio, aí a gente vê a besta ignorante no globo.com falar que GTA faz isso, quanto obviamente ele estava se referindo a Carmageddon.
O cinema não precisa mais brigar por respeito, todo mundo já sabe que existem filmes e filmes, e algumas pessoas não gostam de Jogos Mortais, mas elas não dizem que todos os filmes adultos são ruins pq “eles retratam pessoas se mutilando para sobreviver”, os jogos ainda não conseguiram chegar nesse status, então os desenvolvedores precisam também participar da luta pelo respeito, para mostrar que existem jogos adultos que podem acrescentar algo e fazer alguma diferença positiva.
Então o que eu quero dizer é que é o jogo prejudicou todos os outros desenvolvedores nesse sentido. Como eu já disse, eu nunca joguei o jogo, mas tenho quase certeza que Carmageddon não conseguiria chamar atenção se nao tivesse usado esse recurso desnecessário, então é como se fosse compensação pra um gameplay que provavelmente não é tao bom quanto de outros jogos do mesmo gênero, como os que vc mesmo citou.
Felipe Augusto "felipowsky"
May 9, 2011 at 13:37
@Helô Eu entendi seu ponto do Carmaggedon ser um “prato cheio” para críticas e concordo com ele. E acredito que você sendo entusiasta de jogos, não tem o mesmo pensamento que a imprensa desinformada. ;)
Mas você não acha que dizer que ele “prejudicou os outros desenvolvedores” é acabar com a liberdade de expressão e minimizar a “luta pelo respeito” que você citou?
Afinal, se formos considerar, os jogos, de uma forma “grosseira”, poderiam ser como filmes interativos, onde existe uma história (ou não, até como em certos filmes não existe história), personagens, objetivo, arte, efeitos, som, etc. e mais a interação.
Então, de que forma os jogos podem ganhar o mesmo respeito que os filmes se não arriscando, propondo novos temas, novos desafios, inovando, chocando assim como acontece na indústria cinematográfica?
Eu aqui não estou nem julgando se o gameplay do Carmageddon é certo ou errado.
Só quero deixar claro que a violência e sexo gratuitos estão ai em todos os lugares e mídias. Não são lançamentos dos jogos.
Artemis
May 9, 2011 at 18:42
Bem legal isso que vocês estão falando, porque é exatamente o ponto que queriamos discutir no podcast. Os temas adultos tem o direito de existir simplesmente porque eles ja tem o controle devido. O irresponsável que entrega jogos adultos para crianças é que deve ser culpado, basicamente nenhuma mídia deve ser censurada pelo tema mas pode sim ser controlada e possuir os avisos necessários para que algo errado nao seja feito por uma pessoa consciente.
Helô
May 10, 2011 at 21:46
@Felipe e @Artemis
É, eu concordo com vcs, mas acho que se a gente pode escolher, pq nao propor novos gameplays e experiencias unicas ao inves de simplesmente exagerar num recurso? É lógico q, p. mais radical q eu seja, eu nao sou a favor d nenhuma censura nem nada, mas acho que a gente esta num ponto em que os jogos ja provaram que são importantes comercialmente, mas ainda nao provaram q sao importantes culturalmente e artisticamente, e é importante visar isso se a gente qr espaço entre as outras artes.
Brigada pelas respostas vcs, especialmente o Felipe, é bom saber q existe esse espaço e pessoas dispostas a conversar =)
Helô
May 11, 2011 at 18:17
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