
Double Jumpers #22: Serious Games
Hoje falaremos sobre uma coisa séria – e você vai ouvir essa piada mais de uma vez no podcast: Serious Games. Discutimos o porquê desse gênero ter tamanha importância mercadológica no Brasil e quais as vantagens de se produzir um jogo assim. Participação curta, porém especial de Winston Petty, ex-presidente da Abragames e CEO da Insolita Studios, produtora de 3 Serious Games!
Tema: Serious Games
Tempo: 45 minutos
Double Jumpers #22 – Serious Games – (Qualidade Alta) – 42mb
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Vini
February 14, 2011 at 15:21
Bom, em primeiro lugar concordo com a visão do Martin. Penso que o motivo principal de alguém jogar qualquer coisa deve ser a diversão, e se além de divertir o jogo conseguir faze-lo aprender, seja inglês, seja história, seja mitologia, enfim, merece um superjump. Não precisa nem ensinar tudo, mas pelo menos dar o gostinho, criar o interesse sobre. Tive interesse em mitologia nórdica através do Valkyrie Profile, mitologia grega do Age of Mythology, entre outros. (Acontecimento engraçado, uma vez fui com um amigo para SP (moro no ABC) mas não conheciamos nada, e ele queria ir em um barzinho perto da paulista, mas no gps mostrava Av. Brasil. Ele perguntou “Será que esta certo?” e eu disse “Olha, a unica coisa que eu sei que no banco imobiliário av. brasil e av. paulista eram da cor amarela, então deve ser perto” e estava realmente certo! rsrs)
@ Artemis.
Olha, nunca joguei Dungeon Keeper mas ai vai minha impressão sobre Dungeons. O jogo é divertido, mas é muito difícil. Demora um tempo até vc se acostumar com a mecanica e quando acostuma ele muda de “contexto”. Talvez eu que seja lerdo demais . O jogo tem 1 caracteristica que poderia ser melhor. As quests principais (principalmente as que tem tempo para ser cumprida). Vc nunca está preparado o suficiente para faze-las a tempo. E tbm tem “side quests”, que se vc completá-las, vc ganha talent points para colocar em sua talent tree (agora vc não irá entender mas depois vc vai sacar o que eu estou dizendo.) Estas quests são um pouco nonsense, como pro exemplo em uma delas vc tem que completar a missão com 20% ou menos de vida em seu dungeon heart, mas quando vc pega o jeito vc provavelmente nem irá ser atacado, então tenho que propositalmente deixar monstros atacarem meu dungeon heart pra completar a quest? Enfim, jogue e depois coloque suas opiniões!
Parabéns pelo podcast, e gravem mais!
Abraços
Chips
February 14, 2011 at 22:48
Aha!
Vini
February 14, 2011 at 22:55
Opa, e se der comenta algo sobre a GameWorld que vai acontecer em março aqui em SP. É um bom evento para se ir mesmo não trabalhando (ainda) na área? Vcs vão?
felipowsky
February 15, 2011 at 04:49
Muito bom episódio. Bem esclarecedor.
Tenho uma dúvida para o Artemis, mas que pode até ser respondida/comentada pelos demais.
Vi uma palestra da Campus Party Brasil 2011 sobre “Como ganhar dinheiro criando jogos” e lá o palestrante (José Antonio Leal de Farias) comentou que no Brasil o mercado não precisa de Game Designers. E não foi uma citação pequena, foi um CapsLock com um bom destaque no slide pra enfatizar.
Ouvindo este episódio sobre Serious Game, onde pude ver claramente o papel do Game Designer no processo de desenvolvimento do jogo, fiquei me perguntando até que ponto essa afirmação do José Farias é verdadeira e gostaria de saber principalmente do Artemis as condições do mercado para absorver esses profissionais.
Glauber
February 15, 2011 at 09:53
@Vini
Realmente, jogos de entretenimento também podem entregar certa carga didática, ou até mesmo despertar o interesse pelo estudo. Senti-me assim ao jogar Metal Gear Solid 3, fui estudar mais profundamente a Guerra Fria, por exemplo. Mas o que tem que ficar claro é que nos Serious Games, esse aprendizado tem que ser menos superficial: quanto mais conhecimento for passado – e quão melhor for absorvido – melhor o Serious Game.
Sobre a GameWorld, eu paricularmente não vejo nada de relevante a gamedev related. Além da premiação e mostra de jogos, o que mais rola? Mesmo o encontro do primeiro dia é para profissionais do mercado, provavelmente de lojas e imprensa.
@Chips
Escrever “Aha!” só pra falar que comentou não vale, nosso puxão de orelha do DoubleJumpers passado continua, malandro!
@felipowsky
Respondendo por mim, se ele falou isso mesmo, falou besteira, porque um game designer faz uma diferença infinita ao desenvolver um jogo, quem dirá de adaptar um tema para uma mecânia jogável. Se ele disse que NÃO HÁ VAGAS, aí provavelmente ele esteja certo.
Artemis
February 15, 2011 at 12:36
@felipowsky
Exatamente o que o glauber falou. Ele não seria o primeiro e nem o último a dizer que o game designer não é necessário, o simplesmente pensar nisso ja faz estar completamente errado. É visível a diferença de qualidade de jogos que possuem um game designer dedicado e jogos que não possuem.
Agora, que o mercado não consegue absorver essa mão de obra, isso sim é realidade. O trabalho do game designer em um pequeno estúdio, normalmente está absorvido pelo dono/donos desse estúdio, portanto, até que esse dono precise de mais tempo para cuidar da administração do estúdio, é um desperdício para ele contratar alguém para cuidar exclusivamente do game design.
Tiago Moraes
February 15, 2011 at 12:55
Que podcast sério. Why so serious? XP
Quanta propriedade no assunto.
Mais uma vez mais um podcast super relevante. Winston, quanto tempo, que saudade. Parabéns pessoal.
Realmente é uma pena todas as iniciativas não terminadas e o potencial das pessoas que tem medo não sei do que para parar de pensar e falar e colocar a mão na massa.
Outra pena lastimavel é do pessoal que anda falando demais. Está certo que em terra de cego quem tem um olho é rei, ou como dirita o Chico Xavier: “ter 2 olhos é um luxo”, mas não basta ter muita energia e querer mover a montanha, o lance não é força (barulho) e sim jeito.
Cobra
February 15, 2011 at 16:06
Pessoal, curti um monte o podcast, só achei estranho que parece que o audio tava meio cortado de vez em quando, ou que a velocidade do audio foi aumentada. Vocês tão usando alguma compressão nova antes de passar pro mp3?
Abraço!
Glauber
February 16, 2011 at 15:58
Aproveitando uma pergunta que me fizeram ontem – ou uma colocação satírica pra ser mais exato – pra comentar algo que esqueci no cast: é sempre bom ter em mãos equipamentos datados para realizar testes. Você nunca sabe que tipo de cliente vai comprar seu Serious Games, pode ser uma escola cujo laboratório só em iMacs, como um com apenas computadores da Xuxa.
Por isso eu tenho um monitor CRT ao lado do meu de LCD ;) E é por isso que é bom ter um PCzinho humilde por perto!
Bruno Campagnolo de Paula
February 23, 2011 at 11:58
Pessoal do Double Jump, só um comentário na resposta de vocês sobre a Global Game Jam.
Da forma como responderam (04:15), ficou parecendo que era um evento só em Curitiba e que poderia ter participação online.
Na verdade, a jam aconteceu simultaneamente aqui na PUCPR em Curitiba e em mais 169 locais ao redor do mundo. No Brasil foram 11 sedes.
Foi muito legal a participação da galera do bem da Miniboss conosco, mas foi uma EXCEÇÃO, a ÚNICA equipe online. Abrimos esta exceção pois:
- eles procuraram BASTANTE por uma sede na capital de SP e nenhuma universidade teve disponibilidade e/ou interesse em ser sede;
- infelizmente eles não tinham disponibilidade de vir até aqui;
- valeu também como experiência, a jam é um ambiente bem propício para experimentar diferentes modelos de desenvolvimento;
- o Santo da Miniboss já havia participado conosco na jam de 2009, e tinha um bom contato com a galera da Aduge que é daqui;
- eles mandaram um email super simpático, perguntando se poderiam participar conosco.
O que eu queria deixar claro é que o IDEAL é que as pessoas participem em um mesmo ambiente, para troca de experiências, networking, e convivência em geral.
O pessoal da Miniboss e agregados se esforçaram e até conseguiram acompanhar o evento via webcam, twitter, videos e até telefone, acho que valeu muito a experiência! Maaaaaas, não é pra todo mundo não!
E, para ano que vem, espero que eles consigam vir aqui ou, principalmente, consigam uma sede por aí! Adoraria que mais estados participassem da jam, é um evento muito divertido e, o mais importante, que estimula de verdade a criação de novos jogos e a união entre as pessoas que querem criar jogos.
Ah, gostei muito do ‘rant’ de vocês no minuto 39 sobre começar e não terminar jogos. Uma coisa que comentamos bastante com o pessoal pós-evento, é que é muito bacana, muito legal desenvolver um jogo em 48 horas, já serve de portfolio. Mas de nada adianta se você não aproveitar este esforço para alguma coisa depois. Ou seja: aproveitar a equipe e continuar o jogo, mandar para um concurso, viabilizar comercialmente, expor à critica de seus pares, ou, pelo menos, que sirva de protótipo para algo maior depois.
Aproveitando, fiz um relatório sobre a jam, para dar uma ideia de como foi, tem alguns videos e fotos também:
http://www.ggjcwb.com/2011/02/relatorio/
http://tinyurl.com/ggjcwbfotos11
http://tinyurl.com/ggjcwbvideos11
E, o que mais importa, todos os jogos gerados estão disponíveis para download:
http://globalgamejam.org/games/2011
Seria muito bacana que vocês dessem uma olhada nos jogos, e não apenas os daqui da ggjcwb ou mesmo do Brasil! E sintam-se convidadíssimos para participar da próxima vez, independente da sede.
Glauber
February 23, 2011 at 12:05
Valeu pelo esclarecimento, Bruno! É bom saber disso mesmo. Eu cheguei a conversar sobre isso com o pessoal da Miniboss, que mandaram e-mails para diversas instituições e todas recusaram. Achei um absurdo universidades com cursos de Game Design e afins não sederem pelo menos UM laboratório…
Bruno Campagnolo de Paula
February 23, 2011 at 12:17
Glauber,
Inclusive, não é necessário um laboratório. Em 2010 ( http://www.ggjcwb.com/2010/02/parabens-fim-da-global-game-jam-2010-em-curitiba/ ), fizemos nossa jam para 40 pessoas em 2 salas de aula…
E, é muito fácil ser sede neste aspecto, você nem mesmo é obrigado a ficar aberto 48 horas se não puder. Se alguém que estiver lendo tiver interesse, dê uma olhada nestes links sobre o assunto:
http://globalgamejam.org/2011-call-for-hosts
http://globalgamejam.org/news/2010/12/14/jamming-101-susan-gold