Double Jumpers #19: Sexismo nos jogos
Nesse Podcast convidamos nossas recém-parceiras de blog, as Garotas Geek, – ou pelo menos duas delas – Barbara e Tamirys, para falar de uma questão polêmica desde os anos 1990 no mundo dos games: sexismo. Com o depoimento das meninas (duas gamers de diferentes gostos), falamos de Duke Nukem a Lara Croft, e de WoW a Plants Vs. Zombies, tentando discutir e entender por que isso existe e ainda vinga nos dias de hoje, mesmo com provas concretas de que isso não é mais tão necessário.
Drops:
- EA “anuncia” que Medal of Honor não atingiu suas metas
- Saida de Inafume da Capcom
- Caso na Suprema Corte Americana (California quer proibir jogos “violentos” nos EUA)
Tema: Sexismo nos jogos
Tempo: 70 minutos
Double Jumpers #19 – Sexismo nos jogos – (Qualidade Alta) – 64MB
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cateogories: DoubleJumpers

Rogerio
November 9, 2010 at 15:25
A verdade é que a industria de Software em geral tem um grande deficit de profissionais do sexo feminino, juntando isso com o Grande Machismo em relações a Games, as mulheres acabam desistindo dessa area antes de começar.
Abraços
Helô
November 11, 2010 at 01:28
Bom, já que eu tomei uma bronca lá na confraternização da SBGames pq nunca comento, lá vai, ainda mais nesse tema, vcs vão ter q aguentar agora, hauahuahu
Gostei bastante do podcast, é um tema complicado, até msm pq vai naquele paradoxo d q no momento em q vc fala “pra mulheres” já começa uma diferenciação, entao fica dificil discutir esse tipo d coisa.
Uma coisa que vcs comentaram no final, em relação a mulheres no mercado de jogos, pra mim, explica muito das mulheres jogando no geral. De fato, estabilidade, no geral, é algo mto importante para mulheres, um bom exemplo pra mim é que é raríssimo encontrar mulheres acionistas em investimentos de alto risco, aparentemente, homem naturalmente se arrisca mais.
Pensando isso em jogos, é possível entender porque jogos como The Sims, Harvest Moon, ou mesmo Pokémon, que tem esse caráter (ou pelo menos a possibilidade) de sandbox, fazem tanto sucesso com o público feminino.
Uma personagem que me vem a cabeça instantaneamente qdo se fala sobre personagens de fato femininas é a Jade de Beyond Good and Evil. Ela é bonita, mas não apelativa, maternal mas ágil, forte e engajada, e apesar de lutar e etc, busca soluções menos violentas. É uma pena que o jogo simplesmente não deu certo, as vezes foi até por isso mesmo…
Quanto a mulheres feias, sei lá, tinha a Sindel, que era gostosa mas feia e a Sheeva, que era totalmente feia, curiosamente, eram as personagens com qm eu e a minha irmã mais jogavamos, talvez seja um problema de auto-estima, vai saber.
Finalmente, sem querer arranjar confusao nem nada, mas atualmente a coisa que mais me incomoda em relação a mulheres nos jogos é esse tratamento diferenciado em jogos multiplayer, eu jogo TF2, L4D2 e joguei CS em lan house durante mtos anos. Sempre usei nicks que não denunciavam o meu sexo e evitava falar em voice chat, é claro que no caso da lan house não era dificil olhar pro lado e ver que eu era mulher e estava jogando. Mas facilitar pq é uma mulher, pra mim é um desrespeito. Eu não quero ganhar item, não quero que atirem menos em mim ou me xinguem menos pq eu explodi o Boomer perto de todo mundo. E é muito comum ver mulheres de fato se aproveitando da situaçao, acho que isso só gera mais preconceito.
Enfim, é isso ai, parabens pelo podcast e talz, foi bacana encontrar vcs na SBGames =)
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Martin
November 12, 2010 at 17:59
Oi Helô, finalmente comentou ein!
Gostei do seu comentário, principalmente do Good & Evil. Acho que ela era um tentativa das coisas que falamos… Porém, não deu certo mesmo.
Quem sabe algumas coisas mudam agora… A SBGames taí pra provar que mais mulheres estão interessadas na indústria =)
Glauber
November 12, 2010 at 20:11
Record de participação feminina numa SBGames, certeza.
E acho que o negócio de mulher jogar “na surdina”, sem falar no Voip ou usar nicks que denunciem seu sexo é meio generalização.
Não comentei no podcast porque não me veio à lembrança mesmo, mas já vi servidor com mulher e todo mundo tratando-a normalmente (eram conhecidas da galera já, mas acho que isso deve ser “requerimento” pra “igualdade” acontecer). E olha que eu só jogo TF2 (“SÉRIO, GLAUBER?”)
Helô
November 12, 2010 at 22:23
Hehe, engraçado pensar q foi record d participação feminina, pq eu fiquei assustado com a proporção 1 pra 50 xD
Pra falar bem a verdade Glauber, acho que mtas mulheres colaboram pra incentivar esse tipo d comportamento, e isso é o que mais me aborrece, o q eu quis dizer é q igualdade implica em nenhum tipo d tratamento diferenciado, é fácil reclamar d qdo as mulheres sao “excluidas” e alimentar o “luxo” d ser mulher, tendeu?
Bob Wilson
November 21, 2010 at 04:20
Vai um bitchslap para a garota que disse que homens têm 2 milhões de neurônios a mais, poxa.
Pensemos em Howard Gardner e as inteligências múltiplas: o humano tem inteligência espacial, linguística, corporal, matemática, musical, sociall e por aí vai.
Homens tendem a ter melhor inteligência espacial e mulheres, costumam humilhar os homens nas habilidades sociais.
Mas, além dessa teoria (aqui mencionada de forma grosseira), tem-se o histórico de cada um. E aí é a história da galinha e do ovo: garotos jogam mais porque os videogames são mais masculinos ou vice-versa? Não há resposta, mas as duas premissas são verdadeiras: garotos costumam jogar mais e os jogos costumavam ser mais voltado para garotos.
Coordenação, no game, é o domínio da interface (o controle). Portanto, ela é uma barreira para quem está começando nos games e não tem o hábito de jogar.
Assim, a partir do momento que uma garota domina a interface, ela pode dar um pau nos marmanjos, simples assim.
Alice Grosseman Mattosinho
May 9, 2011 at 19:19
Achei muito legal a idéia do podcast e vou me manifestar também. Primeiramente adorei o que a Helô fallou e concordo com tudo, especialmente na parte de que, na maioria das vezes, as próprias mulheres ajudam o cenário a se manter o mesmo, simplesmente deixando de jogar ou achando “legal” ser bajulada só porque é mulher.
Eu sou mulher meio do-contra, eu ADORO personagens super fortes e “machões”, são sempre meus preferidos, jogo jogos que são considerados pra publico masculino e sempre me identifiquei com coisas mais violentas. Jogo de Zangief no street fighter (queé meu jogo preferido), minha classe preferida do TF2 é o Heavy, gosto de jogar de meio(a) orc bárbaro(a) no D&D e por aí vai.
O que me irrita muito é a falta de respeito que jogadores masculinos costumam ter. Já participei duma porrada de campeonatos de jogos de luta (street fighter, naruto…) e muitos me subestimavam ou faziam algum comentário idiota quando iam jogar ocntra mim. Se perdiam, ficavam 10 vezes mais bravos que se perdessem pra algum cara. Jogo TF2 com fone e SEMPRE que vou em server brasileiro algum engraçadinho (ou engraçadinhos) resolvem fazer alguma piada (“volta pra cozinha”, “que voz de viado, moleque, vai fingir que é mulher na pqp”).
Mas o meu ponto é: Isso acontece muito mais aqui no Brasil. Nunca na minha vida fui desrespeitada em servidor americano/europeu. Até encontrei várias outras mulheres jogando nesses servers, e o pessoal leva de boa, sabem que é algo natural mulher jogar. Acho que a questão do machismo é que está muito imbutida na nossa cultura e, no Brasil, como a maioria são um bando de ignorantes (são mesmo =0), desprezam totalmente a igualdade.
Enfim, joguei videogame minha vida toda e sou tão gamer quanto qualquer outro cara. Achei muito legal vocês darem um foco nesse aspecto, talvez ajude a mudar a cabeça de muito maxista por aí. Estão de parabéns! =)